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Esquadrias pró-ecológicas

por: Alexandre Guella F.
Arquiteto


Em 1866 surgiu uma nova área do conhecimento denominada Ecologia. Um novo ramo das Ciências Naturais. Este termo deriva de duas palavras gregas: oikos, que significa “morada”; e logos, ou seja, “estudo”.

O biólogo alemão Ernst Haeckel (1834-1919) foi o responsável pela criação do termo “ecologia”. Com o passar do tempo, o estudo da morada — não só dos seres humanos, mas de todos os componentes vivos (animais, vegetais, fungos, protozoários e bactérias) e os não-vivos (água, gases atmosféricos, sais minerais e radiação solar) — ganhou uma outra conotação.

No final do século passado, praticamente cem anos depois da sua criação, o termo sofreu alterações na sua concepção original, tornando-se um sinônimo de meio ambiente.

Século vinte

No século XX, a denominação de “ecologista” estava associada ao ser humano que raramente plantava alguma coisa, mas que procurava impedir os outros de colher ou extrair.

Esse radicalismo comportamental gerou conflitos indesejados, que prejudicaram a absorção das diretrizes e do conceito-macro, pois pouco contribuíam para a conscientização da sociedade.

Os semi-ecologistas da época estavam mais preocupados em preservar o habitat dos parâmetros produtivos, do que interessados em desenvolver conhecimentos científicos, que pudessem minimizar os impactos. Simplesmente, buscaram a estagnação comportamental não agregando nenhum valor às pesquisas e descobertas tecnológicas.

Associado a eles, o amparo legal pouco auxiliou na preservação, pois sempre se encontrava uma “fórmula” de burlá-lo. Entretanto, na medida em que as pessoas viram, com seus próprios olhos, a espuma sobre os rios e sentiram o gosto químico da água, é que se deram conta de que os rios estavam poluídos.

Quando a sociedade teve dificuldade para respirar nas grandes cidades e metrópoles é que acharam por bem plantar árvores. Quando a humanidade presenciou a proliferação de endemias e epidemias é que se deu conta de que a manutenção da vida depende das suas próprias atitudes. Quando o homem burlou a essência da natureza os reflexos não tardaram a aparecer.

Naquele período no final do milênio, os estudos e análises de impactos ambientais eram processados de forma pontual e fragmentada. As interações entre os componentes de um determinado ambiente eram analisados isoladamente, sem levar em conta as conseqüências desse impacto num contexto global.

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Ano VIII nº 71 Mai/Jun 2008