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Avaliação do projeto das esquadrias em madeira

por: Alexandre Guella F.
Arquiteto

Uma das estratégias de manter o conhecimento e o crescimento em processo dinâmico é fazer avaliações periódicas do produto e seu respectivo projeto.

A avaliação do projeto das esquadrias em madeira poderia envolver, simultaneamente, o projetista, o construtor, o fabricante e o usuário. Cada um desses agentes possui uma bagagem de informações específicas, mas inter-relacionadas e, até mesmo, interdependentes.

Essas informações, compiladas de forma sistematizada e com metodologia, podem gerar um banco de dados imprescindível para o aperfeiçoamento e modificação das esquadrias. Essa avaliação poderia iniciar antes da confecção das esquadrias e terminar 10 ou 15 anos após a sua instalação.

Para isso, os dados coletados não devem restringir-se ao produto em si, como: as deformações e aspectos superficiais da matéria-prima dos perfis (marcos, folhas e alizares), as características funcionais das ferragens e comandos, as deformidades dos componentes de vedação, aos sistemas de drenagem e emendas.

Se todos os componentes físicos de uma esquadria apresentam-se em boas condições é porque existem diversos fatores de composição arquitetônica, ambiental e de uso que dão suporte ao resultado positivo. Após uma criteriosa análise, pode-se estabelecer diretrizes para a confecção aperfeiçoada de projetos de esquadrias, que atendam às tendências conceituais e comportamentais dos usuários e das técnicas projetivas e construtivas.

Tanto na dissertação de mestrado de 2004, com o título “Esquadrias residenciais em madeira: contextualização de variáveis para otimização de projetos”, assim como no capítulo 8.5 do livro “Habitações de baixo custo mais sustentáveis”, de Miguel Aloysio Sattler — download gratuito em http://www.habitare.org.br/publicacao_colecao9.aspx — foi apresentada uma proposta de avaliação do projeto de esquadrias. Essa avaliação segue uma sub-divisão em quatro grupos ou conteúdos, e estes, divididos em mais de 30 variáveis (ver mapa contextual também apresentado pela revista “Contramarco & Companhia”, n°54, que circulou em julho/agosto de 2005).

Esta foi uma primeira experiência que resultou numa avaliação global de um conjunto de 7 janelas e 5 portas de uma residência de interesse social. Após a elaboração deste trabalho, chegou-se à conclusão de que não se deve ter receio de cometer “erros imprevistos”. O mais importante é buscar respostas para se evitar surpresas. Um exemplo desta afirmação é quando ocorre algum acidente.


Veja a matéria inteira na edição impressa de Jan/Fev 2008 da revista Contramarco & Companhia.
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Ano VIII nº 69 Jan/Fev 2008